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Evite o vinho da cólera e outras lições: a arte da guerra para lutadores

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Cerca de 25 séculos depois de escritas, as táticas do estrategista militar chinês Sun Tzu, autor do clássico “A arte da guerra”, ainda podem ser de grande utilidade para você que é lutador.

Para Sun Tzu, lendário estrategista que viveu pelo século 5 A.C., a derrota numa batalha jamais era questão de má sorte ou acaso. A vitória estava reservada para quem sabia identificar e aproveitar as oportunidades que se apresentavam.

Sabia muito o general: “De início, seja tímido como uma donzela. Mas quando o inimigo lhe der uma abertura, seja rápido como uma lebre e esse será incapaz de lhe oferecer resistência”, ensina ele, numa das muitas edições e traduções do livro “A arte da guerra” (Editora Madras, 2003).

Confira sete lições valiosas que garimpamos, e vá logo ler o livro, curtinho.

1. Elimine as palavras vazias

Reza a lenda que em certa ocasião um rei deu a Sun Tzu plenos poderes para uma missão, prontamente aceita. Porém, o monarca eventualmente discordou de seus métodos e lhe dispensou. Tzu retrucou: “Impressiona-me saber que o rei gosta de palavras vazias. Não é capaz de juntá-las aos atos, pondo-as em prática”. A resposta corajosa reforça a lição número um das artes marciais: palavras só têm valor se aliadas aos atos. Planejar a rotina de exercícios de nada vale se você não for treinar. Falar em mudar de hábitos não significa nada se você não agir. Elimine as palavras vazias e seja um lutador de valor.

2. Coragem e equilíbrio fazem o grande general

Não basta a um líder ou professor ser valente ou um grande campeão. Sem equilíbrio e sabedoria, ele não saberá como responder as dúvidas dos pupilos. Sem coragem, ele não passa confiança ao aluno. Como ensina o livro: “Se um general não é corajoso e equilibrado, será incapaz de dirimir dúvidas ou de traçar grandes planos”.

3. Toda guerra baseia-se no logro

De acordo com Sun Tzu, confundir o rival é vencer: “Quando capaz, finja incapacidade; quando ativo, inatividade. Quando próximo, faça parecer que está muito longe; quando longe, que está próximo. Ofereça ao inimigo uma isca para atraí-lo; finja desordem e o golpeie.” É também crucial que na hora de atacar o golpe seja rápido como um raio: “Quando o trovão chega, não há tempo para proteger as orelhas”, diz o mestre.

4. Supremo mérito: vencer sem um tiro

A suprema vitória numa guerra, para Sun Tzu, consistia em vencer sem que fosse preciso usar a força militar. Sem que um soldado sequer disparasse um mísero tiro. O sábio general chinês era fã da tática, do convencimento e das negociações. Ou seja, de usar a conversa para evitar o confronto e as dores de uma guerra. Treine duro, conheça as técnicas de defesa pessoal, e esteja sempre pronto para qualquer ameaça. Mas saiba que a glória suprema é convencer o outro, olho no olho, com as palavras certas, que é uma péssima ideia enfrentar você.

5. Deixe um caminho de fuga para o oponente

Se você nos treinos costuma amassar geral mas finaliza pouco, é porque não prestou atenção em Sun Tzu. O general ensina: apavorar, cercar e massacrar o inimigo não é estratégia. Acuado, qualquer bicho se vê na obrigação de lutar até a morte e não se entrega. A sabedoria consiste em sempre deixar uma rota de fuga aberta, uma possibilidade de escape, para que o inimigo desesperado fuja e deponha as armas. Na luta, é preciso que você deixe o oponente desconfortável, mas não a ponto de se desesperar e ficar ali resistindo. A tática perfeita é atraí-lo uma falsa “rota de fuga”, e permitir a ele que dê as costas o deixe um braço de bobeira ao tentar escapar. E aí finalizar.

6. Os ingredientes da derrota

O general enumera em “A arte da guerra” seis condições básicas para se atrair uma derrota: desdenhar da força inimiga; ausência de autoridade; treinamento ineficaz; cólera injustificável; desrespeito à disciplina; e por fim a incapacidade de utilização dos homens escolhidos. Confira em quais destes seis quesitos você anda errando.

7. Não beba o vinho da cólera

Sun Tzu reforça que a ira pode resultar numa fragorosa derrota. Deve-se esvaziar a mente de questões pessoais, e lutar com inteligência, jamais tomado pela fúria. No terceiro capítulo, o livro remonta uma história curiosa. Era comum, antes das batalhas na China antiga, a troca de cumprimentos e presentes. Assim sendo, um imperador solicitou um pouco de vinho ao general inimigo. O hábil general decidiu ganhar a batalha na provocação: lacrou um pote de urina e enviou a ele. Tomado pela raiva, o imperador perdeu a prudência e imediatamente avançou sobre a cidade, mandando que suas tropas escalassem muralhas e combatessem corpo a corpo. Resultado? “Após 30 dias sem vitória, os cadáveres empilhavam-se até o topo das muralhas. Os mortos excederam metade da força do imperador”. Não aceite provocações.

Fonte: GracieMag

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